quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Gravidez na Adolescência falta de Informação ou falta de Responsabilidade?

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A adolescência corresponde ao período da vida entre os 10 e 19 anos, no qual ocorrem profundas mudanças, caracterizadas principalmente por crescimento rápido, surgimento das características sexuais secundárias, conscientização da sexualidade, estruturação da personalidade, adaptação ambiental e integração social.
Com a introdução dos cuidados de puericultura, melhores condições nutricionais, programas de vacinação, entre outros, tem havido diminuição da mortalidade infantil, o que resulta no aumento da população de adolescentes. No Brasil, corresponde a 20,8% da população geral, sendo 10% na faixa de 10 a 14 anos e 10,8% de 15 a 19 anos, estimando-se que a população feminina seja de 17.491.139 pessoas1.
Gravidez na Adolescência falta de Informação ou falta de Responsabilidade?

A análise do perfil de morbidade desta faixa da população tem revelado a presença de doenças crônicas, transtornos psico-sociais, fármaco-dependência, doenças sexualmente transmissíveis e problemas relacionados à gravidez, parto e puerpério.
A gravidez neste grupo populacional vem sendo considerada, em alguns países, problema de saúde pública, uma vez que pode acarretar complicações obstétricas, com repercussões para a mãe e o recém-nascido, bem como problemas psico-sociais e econômicos.
Quanto à evolução da gestação, existem referências a maior incidência de anemia materna, doença hipertensiva específica da gravidez, desproporção céfalo-pélvica, infecção urinária, prematuridade, placenta prévia, baixo peso ao nascer, sofrimento fetal agudo intra-parto, complicações no parto (lesões no canal de parto e hemorragias) e puerpério (endometrite, infecções, deiscência de incisões, dificuldade para amamentar, entre outros)2-5.
No entanto, alguns autores sustentam a idéia de que, a gravidez pode ser bem tolerada pelas adolescentes, desde que elas recebam assistência pré-natal adequada, ou seja, precocemente e de forma regular, durante todo o período gestacional6, o que nem sempre acontece, devido a vários fatores, que vão desde a dificuldade de reconhecimento e aceitação da gestação pela jovem até a dificuldade para o agendamento da consulta inicial do pré-natal.
Têm sido citados também efeitos negativos na qualidade de vida das jovens que engravidam, com prejuízo no seu crescimento pessoal e profissional7,8. Segundo Blum9, 53% das adolescentes que engravidam completam o segundo grau, enquanto que, entre as adolescentes que não engravidam, essa cifra corresponde a 95%. Há, portanto, necessidade de avaliação quantitativa e qualitativa da questão, principalmente nos países em desenvolvimento, para verificação da necessidade da adoção de medidas pertinentes a sua prevenção e direcioná-las aos grupos mais vulneráveis.
Os países desenvolvidos estão, há algum tempo, interessados nesta questão. Nos Estados Unidos, Spitz et al. (1996)10, ocorreu um aumento de 8,8% em 1980 para 9,6% em 1990, na população de 15 a 19 anos e, de 7,4% em 1980 para 8,4% em 1990, na população com menos de 15 anos11. No Brasil tem sido referido aumento da incidência da gravidez nesta faixa etária, com cifras que vão de 14 a 22%8,12-14. Alguns estudos têm sido realizados, sugerindo a necessidade de estratégias para a prevenção devido às repercussões negativas sobre a saúde do binômio mãe-filho e principalmente, sobre as perspectivas de vida futura de ambos.
As tentativas de prevenção devem levar em consideração o conhecimento dos chamados fatores predisponentes ou situações precursoras da gravidez na adolescência, tais como: baixa auto-estima, dificuldade escolar, abuso de álcool e drogas, comunicação familiar escassa, conflitos familiares, pai ausente e ou rejeitador, violência física, psicológica e sexual, rejeição familiar pela atividade sexual e gravidez fora do casamento. Tem sido ainda referidos: separação dos pais, amigas grávidas na adolescência, problemas de saúde e mães que engravidaram na adolescência15. Por outro lado, alguns estudos sugerem que, entre as adolescentes que não engravidam, os pais têm melhor nível de educação, maior religiosidade e ambos trabalham fora de casa16,17.
É importante lembrar também, que deve ser incluída nas estratégias de prevenção, a averiguação de atitudes frente a adolescente que engravidou. Existem evidências do abandono escolar, por pressão da família, pelo fato da adolescente sentir vergonha devido à gravidez, e ainda, por achar que "agora não é necessário estudar". Pode haver também rejeição da própria escola, por pressão dos colegas ou seus familiares e até de alguns professores. Em 1990, Upchurch e McCarthy18 relataram em seu estudo que, 39% de adolescentes grávidas abandonaram a escola, enquanto que entre as não grávidas o abandono foi de 19%. Quanto ao retorno à escola e graduação, 30% de adolescentes que tinham engravidado voltaram e concluíram os estudos; quando não houve gravidez essa cifra correspondeu a 85%.
É importante, na abordagem de medidas preventivas, considerar quais adolescentes estão mais expostas ao risco de engravidar. Entre 7.134 partos de adolescentes ocorridos no município de Ribeirão Preto, São Paulo, observa-se entre gestantes adolescentes, cifras significantemente maiores entre aquelas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), quando comparadas com jovens atendidas pelo sistema pré-pago (Convênio ou Particular), ou seja: 2,1% corresponderam a categoria particular, 17,9% a categoria convênio e 80,0% a categoria SUS. Segundo Rocha et al. (1997)19 a categoria de internação pode representar a categoria social ao qual o indivíduo pertence, considerando o grupo atendido pelo SUS, como população de baixa renda.
Esses dados são preocupantes devido às possíveis repercussões psico-sociais acarretadas pela gestação precoce. Considerando-se que, a gravidez na adolescência pode resultar no abandono escolar e que, o retorno aos estudos se dá em menores proporções, torna-se difícil a profissionalização e o ingresso no grupo de população economicamente ativa, com agravamento das condições de vida de pessoas já em situação econômica desfavorável18,20,21.
Consideramos de grande importância conhecer a problemática no Brasil, em suas diferentes regiões, bem como identificar a população mais vulnerável aos efeitos negativos, que a gravidez possa acarretar, tanto para a mãe como para a criança. Assim devem ser estimulados os projetos e programas que visam a abordagem do tema, principalmente no que diz respeito a sua prevenção e também viabilizar publicações a esse respeito.
Neste sentido encontramos publicado no presente número deste valioso periódico, trabalho cujo capítulo é Gestação na Adolescência Precoce e Tardia – há diferença nos riscos obstétricos. Trata-se de estudo transversal, com avaliação analítica de um número considerável de adolescentes grávidas, atendidas em centro de atendimento terciário, considerando-se variáveis relacionadas a evolução da gestação e condições do recém-nascido, retratando de maneira adequada alguns aspectos da gestação na adolescência.

Referências
1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo demográfico, 2000. Rio de Janeiro; 2001.
2. Ribeiro ERO, Barbieri MA, Bettiol H, Silva AAM. Comparação entre duas coortes de mães adolescentes em município do sudeste do Brasil. Rev Saúde Pública. 2000;34(2):136-42.
3. Jolly MC, Sebire N, Harris J, Robinson S, Regan L. Obstetric risks of pregnancy in woman less than 18 years old. Obstet Gynecol. 2000;96(6):962-6.
4. Nogueira NM, Marreiro DN, Parente JV, Cozzolino SM. [Utilization of different iron concentrations on pregnant adolescents also supplemented with zinc and folate[. Arch Latinoam Nutr. 2001;51(3):225-9. Portuguese.
5. Costa MC, Santos CAT, Nascimento Sobrinho CL, Freitas JO, Ferreira KASL, Silva MA, et al. Childbirth and live newborns of adolescent and young adult mothers in the municipality of Feira de Santana, Bahia State, Brazil, 1998. Cad Saúde Pública. 2002;18(3):715-22.
6. Lao TT, Ho LF. The obstetric implications of teenage pregnancy. Hum Reprod. 1997;12(10):2303-5.
7. Fraser AM, Brockert JE, Ward RH. Association of young maternal age with adverse reproductive outcomes. N Engl J Med. 1995;332(17):1113-7.
8. Michelazzo D, Yazlle MEHD, Mendes MC, Patta MC, Rocha JSY, Moura MD. Indicadores sociais de grávidas adolescentes: estudo caso-controle. Rev Bras Ginecol Obstet. 2004;26(8):633-9.
9. Blum RW, Geer L, Hutton L, McKay C, Resnick MD, Rosenwinkel K, et al. The Minnesota Adolescent Health Survey. Implications for physicians. Minn Med. 1998;71(3):143-5, 149.
10. Spitz AM, Velebil P, Koonin LM, Strauss LT, Goodman KA, Wingo P, et al. Pregnancy, abortion, and birth rates among US adolescents - 1980, 1985, and 1990. JAMA. 1996;275(13):989-94.
11. Lesser J, Escoto-Lloyd S. Health-related problems in vulnerable population: pregnant teens and adolescent mothers. Nurs Clin North Am. 1999;34(2):289-99.
12. Prado LV. Gravidez não planejada. Adolescência. 1996;45(1):23-4.
13. Yazlle MEHD, Mendes MC, Patta MC, Rocha JSY, Azevedo GD, Marcolin AC. A adolescente grávida: alguns indicadores sociais. Rev Bras Ginecol Obstet. 2002;24(9):609-14.
14. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde (SAS). DATASUS. Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS). Brasília; 2004.
15. Patta MC, Borsatto PL. Características do comportamento sexual de adolescentes grávidas. In: Gir E, Yazlle MEHD, Cassiani SHB, Caliri MHL, organizadores. Sexualidade em temas. Ribeirão Preto: FUNPEC; 2000. p. 37-53.
16. Rocha JSY, Simões BJG. Estudo da assistência hospitalar pública e privada em bases populacionais, 1986-1996. Rev Saúde Pública. 1999;33(1):44-54.
17. Guijarro S, Naranjo J, Padilla M, Gutierez R, Lammers C, Blum RW. Family risk factors associated with adolescent pregnancy: study of a group of adolescent girls and their families in Ecuador. J Adolesc Health. 1999;25(2):166-72.
18. Upchurch DM, McCarthy J. The timing of a first birth and high-school completion. Am Sociol Rev. 1990;55(2): 224-34.
19. Rocha JSY, Simões BJG, Guedes GLM. Assistência hospitalar como indicador da desigualdade social. Rev Saúde Pública. 1997;31(5):479-87.
20. Stevens-Simon C, Lowy R. Teenage childbearing. An adaptive strategy for the socioeconomically disadvantaged or a strategy for adapting to socioeconomic disadvantage? Arch Pediatr Adolesc Med. 1995;149(8):912-5.
21. Phipps MG, Sowers M. Defining early adolescent childbearing. Am J Public Health. 2003;92(1):125-8.
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sábado, 28 de setembro de 2013

Como saber se Estou Grávida: Teste de Gravidez

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A menstruação atrasou e surgiu a dúvida: será que estou grávida? Quais são as opções para confirmar definitivamente a gestação?

Com muita frequência a primeira opção é o tradicional teste de farmácia, pela sua rapidez, ampla disponibilidade e discrição. A base do teste é a detecção do beta-HCG na urina, um hormônio produzido durante a gestação.
Os testes sanguíneos de gravidez precisam ser solicitados por um médico e funcionam da mesma maneira que os de urina, detectando a presença do beta-HCG. Eles apresentam sensibilidade maior que os testes de farmácia, pois conseguem detectar quantidades menores do hormônio da gravidez.
Além dos testes laboratoriais, existe a possibilidade de se diagnosticar a gravidez pela ultrassonografia. Abaixo listamos algumas das dúvidas mais comuns a respeito da confirmação da gravidez.
O teste de farmácia pode dar errado?
Os testes urinários disponíveis atualmente no mercado apresentam grande acurácia para o diagnóstico de gestação, com sensibilidade de aproximadamente 97 a 99,5%.
A ocorrência de falsos positivos (o exame dar positivo quando a mulher não está realmente grávida) é muito pequena para esse tipo de exame. Portanto, se você fez o teste e deu positivo, a chance de não estar grávida é mínima. Algumas condições podem predispor a falso-positivo no teste de farmácia, como por exemplo um aborto recente, a presença grande quantidade de sangue ou infecção na urina e o uso de medicações contendo hormônios semelhantes ao HCG, como alguns usados em tratamentos de fertilidade.
Os falsos-negativos (o exame dar negativo quando a mulher está de fato grávida) acontecem principalmente em fases muito iniciais da gestação, quando os níveis do hormônio beta-HCG podem estar baixos e não serem detectados pelo teste. Outro motivo para um falso-negativo é a urina diluída, portanto evite tomar muita água nas horas que precedem a realização do teste.
A partir de quando posso fazer o teste de farmácia?
Em condições normais, o teste de farmácia deverá ser positivo desde o primeiro dia de atraso menstrual, mas se você conseguir esperar, o ideal é realizá-lo a partir do quinto dia de atraso. Alguns testes podem dar positivo antes do primeiro dia de atraso, mas a sensibilidade na detecção da gravidez é menor do que depois do atraso menstrual.
Se o teste foi negativo e persiste a suspeita de gestação, você pode repetí-lo após 1 semana, pois nesse período a taxa de hormônios pode aumentar e ser detectada na urina. A maioria dos testes disponíveis no mercado brasileiro pode ser feita com a urina de qualquer horário do dia, no entanto, a primeira urina da manhã apresenta melhores resultados, pois é menos diluída e a concentração do beta-HCG fica maior.
Como saber o resultado do teste?
Tenha muita atenção na hora de interpretar o resultado do teste: sempre leia a bula com as instruções antes de começar. Observe rigorosamente o tempo para leitura do resultado. Muitos erros do teste da gravidez são na verdade erros na observação do resultado. Grande parte dos testes disponíveis oferecem o resultado na forma de duas listras verticais. Se aparecer apenas uma listra, o teste foi negativo. Duas listras: teste positivo. Nenhuma listra: provavelmente o teste não funcionou e deve ser repetido.
Em alguns casos, durante o tempo correto de leitura do teste, a segunda listra pode ficar mais clara que a primeira, gerando dúvida sobre a positividade do teste. Nesse caso, o teste é geralmente positivo, e a linha ficou provavelmente mais clara pois a quantidade de hormônio ainda não é muito grande. Nesse caso, o ideal é procurar um ginecologista para confirmar o resultado com um teste sanguíneo.
Atenção: não faça a leitura do teste depois do tempo orientado na bula. O aparecimento de uma segunda listra depois do tempo de leitura pode acontecer em alguns casos por evaporação da urina seca na fita.
Como funciona o teste sanguíneo de gravidez?
O teste no sangue segue o mesmo princípio do teste urinário, mas apresenta maior confiabilidade pois os níveis de beta-HCG são maiores na corrente sanguínea e podem aparecer mais cedo do que no teste de urina.
Além disso, o teste de gravidez no sangue pode determinar a quantidade do hormônio da gravidez e não apenas dizer se está positivo ou negativo. Essa avaliação quantitativa pode ser uma informação útil para o médico.
Posso fazer ultrassom para saber se estou grávida?
O ultrassom pode confirmar a gestação, no entanto para a avaliação inicial, o ideal são os testes laboratoriais que detectam os hormônios da gravidez. O que confirma uma gestação ao ultrassom é a presença de um saco gestacional (pequena bolsa contendo líquido que abriga o bebê) e mais adiante a observação do embrião com batimentos cardíacos presentes. Os testes laboratoriais de gravidez apresentam-se positivos antes desses elementos serem visíveis ao ultrassom. Isso acontece pois seu aparecimento na ultrassonografia segue uma cronologia bem definida. O saco gestacional aparece por volta de 5 semanas depois da última menstruação, o que corresponde aproximadamente a 7 a 10 dias de atraso menstrual. Uma semana depois aparece o embrião, por volta de seis semanas da ultima menstruação. Mais alguns dias e aparecem os batimentos cardíacos do embrião, confirmando, finalmente, que a gravidez é viável.
É comum mulheres fazerem a ultrassonografia com uma ou duas semanas de atraso menstrual e não haver sinal confirmatório de gestação. Nesse caso, deve-se repetir a ultrassonografia 7 a 10 dias depois para reavaliar se não apareceram as imagens do saco gestacional e do embrião. Isso pode acontecer porque em uma de cada três mulheres, o tempo de atraso menstrual não corresponde ao tempo exato da gravidez. Muitas vezes, a data da ovulação pode não corresponder exatamente com os cálculos do ciclo menstrual habitual, especialmente em mulheres com ciclos menstruais irregulares.
Como saber de quanto tempo estou grávida?
A melhora maneira de determinar o tempo exato de gravidez é a ultrassonografia obstétrica. Durante o exame, o médico irá avaliar se o tempo de gravidez calculado pela menstruação está compatível com o crescimento do embrião ao ultrassom.
Muitos testes de gravidez no sangue quantitativos (beta-HCG quantitativo) vem com uma tabela que indica a provável idade gestacional de acordo com a quantidade do hormônio detectada no sangue. Não se preocupe se o resultado não estiver batendo com as suas contas, pois isso é muito comum. O cálculo definitivo será feito pelo ultrassom e seu ginecologista irá explicar qual a data a ser seguida.
Fiz vários testes de farmácia negativos, mas continuo sem menstruar. O que está acontecendo?
Há vários motivos para a amenorréia (parada da menstruação), além de gravidez. Eles podem variar de distúrbios hormonais de várias origens até alterações do peso corporal. Portanto, o ideal é procurar um ginecologista para avaliar todas as possibilidades no seu caso e fazer os exames que forem necessários para esclarecer a causa.

O que fazer se os testes forem positivos?
Procure logo um ginecologista, para que ele possa solicitar os demais exames que confirmam a gestação, tais como o teste sanguíneo e a ultrassonografia obstétrica. Além disso, comece a tomar cuidados especiais com sua saúde, tais como evitar uso de medicações sem a orientação do médico, evitar exercício físicos muito intensos, parar de fumar, entre outras atitudes. Boa sorte!
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Cuidados com a Diabetes Tipo I na Gravidez

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Os avanços no tratamento do diabetes melito tipo I permitiram que grande parte das diabéticas tenham qualidade de vida muito próxima do normal. Sem tanta preocupação com problemas da própria saúde, surgem desejos naturais, como o de ter um filho.
A gestação de mulheres diabéticas é sempre considerada uma gestação de alto risco, no entanto, com um bom acompanhamento pré-natal, os resultados assemelham-se aos de pacientes não diabéticas.
Leia nesse artigo dicas para uma gestação saudável em pacientes com diabetes e respostas a dúvidas frequentes.

Dica número 1:
Esteja com o diabetes bem controlado.
Não espere engravidar para verificar o controle, pois a gravidez em uma diabética mal-controlada aumenta os riscos de aborto nos primeiros 3 meses e também a chance de malformações do bebê.
Uma boa medida para avaliar seu controle é ahemoglobina glicada, ou hemoglobina glicosilada, um exame que reflete a média dos controles do açúcar no sangue nos últimos 2 a 3 meses. Atualmente, recomenda-se que a Hemoglobina glicada esteja menor ou igual a 6.5% para que a mulher comece a tentar uma gravidez.
Planeje antecipadamente as mudanças necessárias na sua rotina.
Isso não serve apenas para a gestação, afinal de contas, você está prestes a ter um bebê! Várias coisas mudarão na sua vida e você precisa ir se preparando.
Durante a gestação você deverá respeitar com rigor os horários das refeições e fazer um número maior de refeições por dia (as 3 principais e mais 3 pequenos lanches).
Será preciso um maior número de picadas de dedo (dextros) para avaliar as taxas de açúcar no sangue diariamente, durante toda a gravidez. Isso acontece porque a necessidade de insulina vai mudando com o evoluir da gestação, e o médico precisará ir ajustando as doses.
Você deve adotar uma dieta mais saudável, se possível com avaliações frequentes de uma nutricionista, para adequar sua alimentação ao tratamento do diabetes.
Portanto, comece a planejar o dia-a-dia, considerando seu trabalho, lazer e outras atividades, para que a gravidez chegue ao final com o melhor resultado possível.
Esteja no peso ideal
Além do bom controle da glicemia, estar no peso adequado ajuda a melhorar os resultados da gravidez para você e para o bebê.
Estabeleça um canal de comunicação entre o seu Endocrinologista e o seu Ginecologista e Obstetra
Durante a gestação, a boa comunicação entre esses profissionais é essencial para a tomada de decisões. Também é importante procurar um obstetra que tenha experiência no tratamento de gestantes diabéticas.
Se possível, faça uma consulta pré-concepcional
Assim o obstetra irá recomendar o uso antecipado de um suplemento nutricional chamado ácido fólico, que ajuda a prevenir malformações na coluna vertebral do bebê. Serão solicitados exames de doenças infecciosas que podem ser transmitidas ao bebê e reavaliados os seus exames do diabetes, para verificar o seu estado de saúde e modificações que possam ser necessárias antes de engravidar.
Esse é um bom momento para você tirar todas as dúvidas e sair segura sobre o planejamento da gestação.
Abaixo listamos algumas dúvidas frequentes entre as futuras mamães.
Posso usar qualquer tipo de insulina na gravidez?
Atualmente existem vários tipos de insulina disponíveis. A maior experiência é com o uso de NPH e insulina regular, entretanto se você usa outras insulinas, como a Lispro, Aspart, Detemir ou Glargina e está bem controlada, poderá continuar utilizando o mesmo tratamento.
Meu bebê vai ter diabetes?
O risco dos filhos de mães diabéticas desenvolverem diabetes é maior se comparado com mães que não tenham a doença. No entanto, esse risco fica por volta de 3%, o que, em termos absolutos, não é muito. Portanto, o risco de ter um filho que desenvolva o diabetes não deve desencorajar mulheres diabéticas de engravidarem.
Por ser diabética, preciso fazer mais exames durante o pré-natal?
Alguns exames extras estão indicados em diabéticas. Já na primeira consulta, você precisa ter exames do funcionamento dos rins, ecocardiografia e exame do fundo de olho no início da gravidez. Se você tem esses exames recentes, tudo bem.
Durante a gestação, o médico acompanhará suas glicemias e pedirá a hemoglobina glicosilada a cada 3 meses, para avaliar a evolução do controle.
As ultrassonografias deverão ser mais frequentes, aproximadamente uma por mês, para avaliar o crescimento do bebê e também a quantidade de líquido amniótico.
Estão indicadas duas ultrassonografias especiais: a ecocardiografia fetal, que avalia de modo mais completo a formação do coração do bebê e a dopplervelocimetria obstétrica, ou simplesmente ultrassom com doppler. Essa última tem um nome complicado, mas é um exame simples, que avalia a circulação do bebê e da placenta, com o objetivo de identificar se há um problema conhecido como insuficiência placentária (um defeito no funcionamento da placenta que pode dificultar o crescimento adequado do bebê).
Outro exame que pedimos em diabéticas com mais frequência é a cultura de urina, pois a doença predispõe a infecções urinárias durante a gravidez.
O parto deverá ser cesárea?
Não, caso a gravidez evolua bem e o bebê esteja num tamanho adequado, você poderá ter um parto normal.
O diabetes traz algum risco para a saúde do bebê?
O diabetes mal-controlado pode trazer riscos para a saúde do bebê.
No começo da gravidez pode levar a maior risco de malformações, especialmente defeitos na formação do coração fetal. Eleva-se também o risco de aborto.
É importante salientar que, apesar de haver aumento no risco dessas condições em comparação à população não diabética, a grande maioria dos bebês de gestantes com diabetes tipo I não apresenta qualquer malformação ao nascimento.
Do meio para o final da gestação podem aparecer outros problemas relacionados ao descontrole do diabetes, como por exemplo o crescimento excessivo do bebê, o que chamamos de macrossomia.
Aí você pergunta: mas não é bom o bebê crescer bastante? A resposta é não. Durante o parto, pode haver dificuldades se ele estiver acima do peso e, em alguns casos, será indicada uma cesárea.
Além disso, o fato do bebê crescer muito rápido não significa que ele esteja amadurecendo adequadamente. De fato, bebês de mães diabéticas descontroladas podem nascer com bom peso e ainda assim precisarem de cuidados intensivos depois do nascimento, pois o diabetes pode atrasar o amadurecimento dos pulmões.
Outra anormalidade que pode ocorrer é o aumento da quantidade de líquido dentro do útero (líquido amniótico), gerando desconforto no abdome da grávida, dificuldade para respirar e até mesmo desencadear um trabalho de parto prematuro pela distensão uterina.
A gravidez pode trazer complicações para a saúde da mãe diabética?
Felizmente, complicações graves não são comuns. As diabéticas que tem algum comprometimento da função dos rins, apresentam maior risco de doenças hipertensivas da gestação, principalmente a pré-eclâmpsia.
Faço contagem de carboidratos. Posso continuar?
Sim, mas haverá menor liberdade na escolha dos alimentos. Por exemplo, se você está acostumada a se esbaldar de chocolates e depois compensar com a insulina, isso não será permitido. Pense que QUALQUER gestante deve ter uma dieta adequada, independentemente de ser ou não diabética.
Idealmente, a nutricionista calculará sua necessidade dietética em termos de calorias e carboidratos para cada uma das refeições, e lhe dará várias opções do que comer, com uma dose aproximadamente fixa de insulina para cada refeição.
O emprego de correção de glicemia durante a gravidez não é o ideal, pois a gestante pode ficar várias horas com a glicemia elevada até que a correção seja feita. Na gestação, não queremos correr atrás do prejuízo, queremos nos antecipar a ele.
Depois do parto, poderei amamentar?
Sim, mas você deverá ter alguns cuidados. Sempre faça um pequeno lanche antes de cada mamada (como um copo de leite, por exemplo), pois a amamentação pode levar a hipoglicemias súbitas. Logo depois do parto, a necessidade de insulina pode diminuir bastante e as hipoglicemias ficam mais frequentes se a dose não for corrigida. Além disso, uma nutricionista irá orientá-la sobre o aporte calórico extra que você deverá ingerir enquanto estiver amamentando.

Em resumo, planeje-se, procure profissionais qualificados para acompanhá-la e tenha uma gestação tranquila!! Boa sorte!!
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Exames que um Ginecologista costuma fazer na Mulher

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Confira aqui alguns dos principais exames que um Ginecologista faz na Mulher
Exames de DST
Ainda que nenhum indício de doença sexualmente transmissível (DST) seja detectado pelo ginecologista, alertar e informar sobre as formas de transmissão, faz parte das funções do médico. O infectologista Artur Timerman, um dos maiores especialistas em aids do País, já citou que o aumento de casos em mulheres com mais de 50 anos (que passaram dos 8% do total de casos em 2000 para 15% em 2009) também tem como uma de suas razões a descrença de que elas podem sim contrair o vírus HIV caso não discutam formas de prevenção da doença. No caso das mais velhas, alertou uma pesquisa feita pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, 80% das pacientes com mais de 60 anos foram infectadas em relações com parceiro fixo. Portanto, indicar locais para fazer o teste ou solicitar exames adicionais de DST/Aids ou abordar o assunto podem fazer parte de uma boa consulta com o ginecologista
Vacinas
O médico César Fernandes afirma que para as adolescentes, ainda que já tenham tido a primeira relação sexual, é interessante conversar sobre a possibilidade de tomar a vacina contra o HPV – ela ainda não está disponível na rede pública, tem um valor médio de R$ 300 e a recomendação não é para todas as mulheres. O especialista deve falar de outras atualizações do calendário de vacinação – como por exemplo a vacina da hepatite B, que já entrou na lista de vacinas fornecidas para adolescentes e jovens adultos – e até possíveis doses não recebidas quando a paciente ainda era criança.
Mamas
Existe uma especialidade médica chamada mastologia, responsável por cuidar apenas da saúde das mamas. Ainda assim, faz parte das funções do ginecologista examinar esta parte do corpo feminino. O autoexame é importante para a identificação de algum problema, inclusive o próprio câncer de mama, mas o Instituto Nacional do Câncer (Inca) define como tática de prevenção fundamental para detecção precoce do tumor tanto a participação dos médicos ginecologistas nesta avaliação clínica quanto a realização de exames periódicos de mamografia (a partir dos 45 anos). Não importa a idade da paciente, sempre é indicado o ginecologista avaliar as mamas.
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Fazer Consulta ao Ginecologista Online de Graça

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Existe consulta ao Ginecologista Grátis Online? Bom esta pergunta é uma pergunta que a maioria das mulheres que querem fugir de uma consulta ao Ginecologista pessoalmente fazem no Google. 

Isso é absolutamente normal, porém perigoso, pois consultar um ginecologista pela internet não substitui a função principal do ginecologista que é examinar a paciente e verificar se a mesma possui algum tipo de problema interno. 

Independentemente da faixa etária da paciente, a consulta periódica com o ginecologista é tida como item indispensável para a boa saúde e prevenção de doenças.
Apesar de esta especialidade clínica remeter ao bom funcionamento do órgão sexual feminino, médicos de todas as áreas apostam nesta visita ao consultório ginecológico como ponte decisiva para os hábitos saudáveis da mulher. Gérson Lopes, vice-presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), afirma que faz parte do leque de preocupações dos ginecologistas, por exemplo, atentar se as relações sexuais delas são prazerosas, não doem, e se há algum problema com a libido.
Otávio Gebara, cardiologista do Instituto do Coração (Incor) acrescenta que, muitas vezes, a porta de entrada para a detecção de uma doença cardiovascular é o consultório do ginecologista. Além disso, é o médico mais próximo do universo feminino que consegue identificar algum indício de problema psicológico ou de qualquer outra questão que envolva a relação entre corpo e mente.
Delas conversou com um dos principais especialistas do Brasil, César Fernandes, presidente da Sociedade de Ginecologia de São Paulo (Sogesp) para alertar o que não pode faltar na consulta com o ginecologista. O passo a passo serve tanto para médicos quanto para pacientes. Em caso de dúvidas, não deixe de questionar a conduta com o seu especialista.
Primeira vez
Quando vai pela primeira vez ao ginecologista a paciente, em geral, ainda é adolescente. Às vezes, no entanto, a mulher fica tanto tempo sem visitar este médico que a sensação é de estreia. É função do ginecologista, portanto, acolher a jovem, adulta ou senhora. Para uma consulta de qualidade é preciso também que a paciente se sinta à vontade e confortável com o médico
Veja também: Exames que um Ginecologista costuma fazer na Mulher
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